Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2013

Ares.

Imagem
Sempre que olhava para ele me ocorria a ideia de reencarnação. Sua postura soberana e viril lembrava a de um Faraó egípcio, de um cavalo negro indomável. A própria imagem da energia mercurial fulminante e repentina. Imagem da potência, erótica e arrebatadora. A simples lembrança daquele homem, do seu olhar, atravessava meu coração como uma flecha, certeira e fatal.

Andréa Beheregaray

Sobre a luz da escuridão.

Imagem
Sobre a luz da escuridão

Teus dentes rangem
Teu desespero arde
Tenho sede
Teu grito agudo,
dilacerado
Corre alto 
no meu sangue

Curva tua agonia
no meu corpo ventre
Sou pouso
da tua pele em carne viva
Travessia da noite
em tempestade
Lasciva, 
me alimento
dos teus desejos 
afiados


Minha mente
aquieta teus fantasmas
cavalgo teus medos
e meus gemidos
silenciam teus demônios
Tua alma antiga
Teu sexo sujo
E teu prazer soberano
secam o gozo
das minhas verdades frias

Te acolho em pleno voo
Te toco em chamas
Na escuridão dos teus dias
Veloz a tua raiva em desatino
rasga outra vez tuas defesas
te acompanho em solidez
e fortaleza


Corre teu veneno 
primitivo em minhas veias
Instintos famintos
A inflamar a boca
derreto tua ira
Sossego teu pranto
te acolho em minha calma.
Te sou
Não temo a escuridão
da tua alma.

Andréa Beheregaray







Palavras.

Imagem
Eu habito palavras.
E elas queimam.
Eu habito palavras incendiadas.
Palavras secas, palavras mortas.
E elas ecoam
Durante a noite...
Feito o uivo dos cães (...).

Andréa Beheregaray.
Poema incompleto
In O livro dentro do livro.Ver mais

Escuto Histórias de Amor.

Imagem
Faz tempo quero colocar este projeto em prática, um grupo (gratuito) sobre o AMOR. A idéia é que ele aconteça de 15 em 15 dias aqui em Porto Alegre, com mulheres de todas as idades que queiram compartilhar suas experiências amorosas e refletir sobre. Quem se anima? Mais informações Inbox :)



Quando casar sara.

Imagem
Eu fui uma menina muito bagunceira, tinhosa mesmo, aprontava muito, me divertia muito também. Da minha infância trago as marcas nos joelhos, memórias de muitas aventuras, amizades que me acompanham, algumas vítimas de mordidas, escaladas em janelas, fugas de vizinhos e muita alegria. Me diverti muito na infância, é de lá que vem esse gosto pela liberdade e essa capacidade de não me preocupar muito com o que os outros vão pensar. Porque já naquela época, por aprontar tanto eu já era assunto da vizinhança. Resumindo, eu fui uma criança arteira, arteira e feliz. E o que é uma criança arteira se não uma pequena especialista na arte de ser feliz? Foi o que aprendi de melhor nos meus primeiros anos de vida. Minha mãe teve trabalho, verdade, mas eu também sofri na pele as consequências das minhas estripulias, trago no corpo as marcas das minhas aventuras. Especialmente nos joelhos carregos as cicatrizes como prova de que fui feliz, mas não sem dor. Hoje eu sei, depois de tanto tempo, que nã…
Imagem
"Inacreditável eu me sinto confortável ao lado seu..."