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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Desistir.

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Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?”



Clarice Lispector

Menina de lata.

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Parece exagero, mas é que você, poxa vida, só você conseguiu pular o muro de dificuldades que levantei em volta de mim quando as palavras dor, saudade, ausência, falta e despedida fizeram de mim uma menina de lata.

Gabito Nunes

Solidão.

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A solidão nos faz
cometer atos que julgávamos impossíveis.

Em troca de um pouco de amor, calor e atenção
podemos até dormir
abraçados naquele a quem antes nos era hostil.


No momento da dor,
qualquer coisa por um pouquinho de paz.

Mil faces de Luiza.

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Olha quem veio me visitar aqui em Santa Catarina? Diretamente do mundo virtual para o real. Horas de bom papo e um delicioso cheesecake!! Volte sempre, querida!

Poemas Caipiras - do livro TPM

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De goleada.

Não estou assim, acostumada a perder de goleada; eu que no campo das palavras sei jogar, desta vez, nem vi a bola passar.
Levei, não sei, se foi bolada, ou se aquilo era flechada; fiquei com a pele arrepiada , me deixou muda sua jogada.
Essa partida, foi brincadeira; pra beijo assim, não tem barreira; driblou, correu, deu balãozinho, de corpo inteiro, um chute a gol.
Fez a rede balançar, me ganhou, vai me levar? De primeira, de goleada, 10 a 0 pra você nessa pelada.

Drops do livro TPM crônicas de uma mulher.

Andréa Beheregaray.

Um velho amor ainda e sempre.

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Quando um amor se vai.

Os anos podem passar
e ainda assim
podemos ouvir os sons
da partida
que o velho amor
deixou.

Ficam ecoando no silêncio
pela eternidade.

Sonhos.

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Coisa fofinha.

Isolamento

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Se esta frase estiver certa, então eu não quero sofrer, por que o isolamento me atrai.

Inverno.

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Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
no deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar

Apego

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"Serei sempre apego pelo que vale a penae desapego pelo o que não quer valer..."

Sofrimento.

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A Europa tem lugares tão lindos para sofrer. Perfeitos.
Eu sofro na Europa. Tenho o hábito de só sofrer por lá.
Eu sei, eu sei, é ridículo e burguês, mas o que eu posso fazer se meu coração só gosta de sofrer na neve? Não posso fazer nada. "Ele é um músculo involuntário e pulsa" e sofre involuntariamente quando encontra aqueles lindos lugares sofríveis por lá. Quando vê neve alta então, chora e sangra. Sofrer na Europa é lindo.
E veja, estamos no verão, por aqui não neva nunca e na beira da minha janela só o mar tem vindo ancorar, trazendo junto, quase sempre, o sol. Nenhuma mulher digna sofre de frente para o mar com o sol sobre sua cabeça. Esqueça, não existe nenhuma possibilidade de sofrer agora, terei que esperar o próximo inverno, mas duvido que sofra também, a verdade é que só sofro na Europa. E se tão cedo eu não voltar para lá, paciência, meu sofrimento vai ter que esperar. Sofrimento não é a mesma coisa que dor, nostalgia ou melancolia, essas, faça chuva ou sol, sempre…

Que assim seja.

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Gostava de ter tido poucos amores, isso mantinha em mim lembranças intocáveis, gestos guardados, registros sem pó.

Os quartos da minha memória tem paredes de veludo e lustres de cristais.

É lá que guardo os raros amores que tive e o que vivemos está exposto nas paredes da saudade.

Cada cheiro, cada sorriso, cada toque e beijos de amor.

Gosto de tê-los assim, delicados, dentro de mim.

São eles que me dão a sensação de ter vivido além.

Eu os amo ainda, com serenidade daquilo que não volta.

E sinto uma espécie de gratidão com a vida, por ter me dado tão raros amores.

Quartos de veludo, uma espécie de refúgio de tanta aridez.

Poucos e bons, que assim seja- repetia sempre que trancava a porta dos quartos da memória após visitá-los.

Que assim seja.

Jeito de amar.

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"Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que “desse certo”, caso contrário deixaria de escrever. Pode ser.
Pequenas magias."



Caio F.Abreu in “Morangos Mofados

Coisas da vida.

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Mas não vou ceder. Foi a última paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso. Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder. Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto. Foda-se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura. Rita Lee canta “são coisas da vida…”

Cartas.

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Não escreva nada, não nos procuramos mais: um dia nos cruzamos por acaso, de repente, e então vemos o que aconteceu a nossos rancores e reagimos de acordo com isso. Mas se você quiser me contar das suas funduras, e não apenas defender-se — e os amigos são, sim, para trocar abismos — então me escreva.




Caio F. Abreu in “Cartas”

Tarot

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'Sempre dizia para o meu psicanalista "olha, jogo Tarot, sou astrólogo e meio bruxo, e essas coisas eu NÃO vou discutir MESMO com você.”

Das coisas mágicas - Luis.

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Daquilo que se diz, três coisas para se fazer antes de morrer: plantar uma árvore; ter um filho; e escrever um livro sempre ouvi, e, obviamente compreendi, mas faz pouco tempo que senti.
Uma questão de sentido. Sentido é quando você sente aquilo que a razão já compreendeu. Você pode passar anos tendo entendido uma questão, e um dia, por algum motivo então você SENTE aquilo, dentro de você. E quando isso acontece, passa a fazer sentido. E então não mais se esquece aquilo que já se sabia. É quando os fios do coração se conectam aos fios da razão. Tudo então passa a ter sentido.
Quando Luis partiu foi assim, esse ditado, das três coisas para se fazer antes de morrer, fez sentido.
Fui até a prateleira de livros e escolhi um livro de Luis. Luis estava ali, não partiu, eu senti. Não partirá nunca enquanto alguém, em algum lugar, abrir um livro seu. Ele permanerá vivo. Os livros nos mantêm vivos.
Ele estava lá, falando comigo através daquele livro. Em cada frase, em cada palavra ele estava lá.
Começamo…

Sentir.Sentir.Sentir.Sentir.Sentir.Sentir.

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"áh não falei pra você que intelectualismo não é comigo, Baby?
Abaixo a razão e o pensamento!
O negócio é só sentir, meu irmão, só sentir.
Pensar já era.
Pensar acabou, não se usa mais.'

Caio F.

É devagar, é devagar, é de vagar, vagando...vaga...liberada!

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"Há pessoas que estão vindo muito demoradas..."

João Guimarães Rosa







Arco-íris,

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'Vi um arco-íris....Podia fazer um pedido, lembrei,mas não acreditava mais nisso.'


Caio F. Abreu - Onde andará Dulce Veiga

De uma pobreza alagoana,

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"Será que desisti do amor? Que alívio.
É um processo que vem se arrastando há uns quatro anos, desde o que chamo de The Big Disaster, agora parece que con-so-li-dou-se.
Será que é a idade?
Fico ouvindo as pessoas naquele rodenir de ligou?-vou-ligar-não-sei-se-ligo-se-ligar-dizque-saí etc.&etc.
Eu acho de uma pobreza alagoana".



Caio F. em carta para Magliani, SP - 16.06.92, de


Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 235

Como esquecer?

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Quando esquecer o outro

é ter que esquecer

nossa parte

mais bonita

Dragões e o paraíso.

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'Devagar, as mãos se tocavam: a tua é tão longa, a tua tão quadrada. Ele não queria entrar noutra história, porque doía. Ela não queria entrar noutra história, porque doía. Ela tinha assumido seu destino de Mulher Totalmente Liberada Porém Profundamente Incompreendida E Aceitava A Solidão Inevitável. Ele estava absolutamente seguro de sua escolha de Homem Independente Que Não Necessita Mais Dessas Bobagens De Amor.'


Caio F. Abreu in “Mel e Girassóis – Os Dragões não Conhecem o paraíso”.

Opa !!! T.P.M!!!

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'(...) que se foda(m), entende(m)?
Que se foda(m).
Sem vaselina!'

Caio F. Abreu

Livros novos.

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* * *


Sempre trago na mala de viagem vários livros, pois nunca sei qual deles vai me "fisgar" nas férias. Bom, dos que eu acabei trazendo não rolou química com nenhum deles, então, ontem, fui para o centro em busca de novas jóias. Voltei da Saraiva com essas duas deliciosas aquisições. Não sei explicar o prazer que me causa a compra de livros. Eu ganho o dia, fico feliz, muito feliz. Gasto mesmo, sem dor nem dó. Aiaiia, voltei dirigindo faceira, só pensando no prazer que teria em chegar em casa e mergulhar nos meus novos livros. E adivinhem por qual deles comecei? Por Bukowski, claro! Pura paixão pelo velho safado. Depois ataco de Márcia Tiburi, autora que pretendo ler muito ainda. Depois conto o que achei. * * *

O amor real.

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"Encontrei o amor. Ele não é real, mas que se há de fazer? A gente não pode ter tudo na vida" * * *

O tipo de gente que eu gosto.

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* "Fiquei encantado: ele era uma pessoa larga. Largueza, para mim, é qualidade muito importante nas pessoas." *

O som do meu verão.

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A música que não sai da minha cabeça. João de Barro O meu desafio é andar sozinho Esperar no tempo os nossos destinos Não olhar pra trás, esperar a paz O que me traz A ausência do seu olhar
Traz nas asas um novo dia Me ensina a caminhar Mesmo eu sendo menino aprendi
Oh meu Deus me traz de volta essa menina Porque tudo que eu tenho é o seu amor João de Barro eu te entendo agora Por favor me ensine como guardar meu amor Leandro Léo.

Quando eu morria

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Quando eu era pequena Gostava de brincar de morrer Simulava uma morte E morria aos poucos ia fechando os olhos lentamente * Dai ficava ali morta esperando que alguém notasse minha morte quase nunca notavam conclui que não era boa em morrer * mas, o que mais me impressionava quando eu morria é que, apesar de morta a vida continuava acontecendo lá fora apesar de minha ausência tudo continuava igual * o programa na televisão preto e branco passando o comida na panela que continuava a fritar as pessoas da casa seguiam nos seus afazeres indiferentes à minha morte * Hoje ainda morro de vez em quando e pouca gente percebe é interessante como na morte as pessoas desaparecem deixam de existir e a vida continua pra maioria * isso prova que são poucas as pessoas importantes na nossa vida e que realmente nos fariam falta * Morra um mês e descubra quem notou provavelmente são essas, as que importam.

Liberdade do homem.

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* * Esse individualismo não leva à anarquia do bom prazer.
O homem é livre; mas encontra sua lei em sua própria liberdade. * * Do livro , Por uma moral da ambiguidade.

Destino?

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. quando o mistérioé muito impressionante, a gente não ousa desobedecer

O mar não está para peixe: dicas e truques para enfrentar o verão.

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Eu sempre fui uma pessoa com muita imaginação, capaz de dar novas cores à realidades desbotadas, e isso costumava funcionar. Não gosto de malhar, na verdade odeio, mas contei sempre com uma genética razoável e não malhar nunca fez muita diferença. A não ser na adolescência que eu tinha uns 10 quilos a mais e peitos enooormes! Meu apelido era Fafá de Belém, era tudo muito constrangedor já que ninguém conseguia falar comigo olhando no meu rosto. No entanto, isso sempre distraiu os meninos (de uma geração mal amamentada), do meu excesso de gordura.
De qualquer forma, mesmo acima do peso, não malhava. Tocava o ano, encarava o verão e os biquínis numa boa. O que realmente me incomodava nesta época eram meus pés. Eu tenho pés horríveis, feios mesmo. Meu pé, além de longo e magro tem dedos de lagartixa. Alguém já viu uma lagartixa? Observe seus dedos, parecem amendoins. Sabe aquele formato de casquinha de amendoin? Pois é são meus dedos. Brancos, cumpridos, magros e com cinco amendoins na po…

agora, se você tivesse que ensinar escrita criativa, ele perguntou, o que você lhes diria?

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eu lhes diria para terem um caso de amor
fracassado, com hemorróidas, dentes podres
e beber vinho barato

para evitarem a ópera e o golfe e o xadrez,
seguirem trocando a guarda de suas
camas de parede em parede
e depois eu lhes diria para terem
outro caso de amor fracassado
e nunca usar uma fita de seda na máquina
de escrever,
evitar os piqueniques em família
ou serem fotografados em um jardim coberto de
rosas;
para lerem Hemingway apenas uma vez,
pularem Faulkner
ignorarem Gogol
olharem fixo para as fotos de Gertrudes Stein
e ler Sherwood Anderson na cama
comendo biscoitos Ritz água e sal,
perceberem que as pessoas que não param
de falar sobre a liberação sexual,
na verdade estão mais assustadas do que vocês.
para ouvirem E. Power Biggs debulhar o
órgão no rádio enquanto estão
fumando um Bull Durham no escuro
numa cidade estranha
restando apenas um dia pago de aluguel
após terem desistido de tudo
amigos, parentes e empregos.
jamais se considerem superiores e/
ou dentro da média
nem nunca tentem sê-lo.
tenham um outr…

Julgamento.

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As pessoas me julgam pelo que eu faço
Já imaginou e elas soubessem o que eu penso?

Gênios.

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Estão todos tão certos de suas genialidades
há tão pouco autoquestionamento. O amor é um cão dos diabos.

Das diferenças.

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O que Nelson já sabia...


Bonitinha mas ordinária.

*

Bonitinha e extraordinária.


Não são da mesma ordem, não se engane. *

Esquinas.

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Eu nunca tive motivos para acreditar em nada que dure para sempre. Eu sempre fui tocada pelas mais diferentes formas de vida e por qualquer frase um pouco mais inteligente, porque dói entender que a posição da lua não interfere no quanto eu morro um pouco todos os dias. Porque eu acredito em tudo e isso de não descartar nada, me faz voltar para casa depois de me apaixonar a cada esquina, e querer uma pessoa só... sempre a mesma.”

Falando em mulher...Dilma Rousseff

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"Mulher de corpo inteiro
(...)
Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente!"

Momento histórico, a primeira mulher presidente do Brasil!

Toda mulher deve ler.

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Ontem (ano passado,hehe) terminei o livro "O amor é um cão dos diabos", de Charles Bukowski. Gostei muito, claro. Me diverti durante a leitura. O livro é bom. O livro é ótimo. Fiquei com a sensação de que todo homem, quando não está apaixonado, pensa como Bukowski. Claro que existem os mais sensíveis, os que acham que não pensam como ele, mas eu não acredito nesses. São os piores na verdade, por que mentem para si mesmos e essa sempre é a pior mentira. Dão belas roupagens para sacanagem. Ok, não quero mais falar dele, do livro, ou do que eu penso. O negócio é que o livro é bom, e as meninas deveriam lê-lo antes de se lançar com suas tranças românticas em aventuras amorosas. A leitura de Bukowski evitaria muita dor de cabeça, diminuiria nossa tagarelice infernal e nosso terrível hábito de atormentar os homens "falando,falando,falando". Os homens tem muitas coisas inúteis e desprezíveis, que não nos interessa aprender, mas uma coisa, sem dúvida, eles tem a ensinar,