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Mostrando postagens de Julho, 2009

Cafés Surrealistas Robespierre

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Travessias

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“Já conheço os passos dessa estrada/, sei que não vai dar em nada,/ seus caminhos sei de cor...”
Esta manifestação poética do nosso cancioneiro me vem à lembrança quando tento este diálogo-narrativa contigo Andréa. Fico a cismar com algumas figuras que vão se formando a partir de tuas falas. Uma delas, ao reagires a possíveis reflexões acerca do ensandecimento das nossas formas narrativas do pensamento.Veja bem como te mostras. Começaste a sangrar ante a travessia que farás em um dos teus desafios mais recentes. Elegeu um poema, um não calar frente a momentos violentos do cotidiano. O olhar que manifestas já está comprometido desde sempre, faz parte, creio, dos teus arcanos primevos. Só por isto “escreves às cegas”, visto que amorosamente remiste a nós, pela palavra, ao denunciares o sofrido, o silenciado, o esquecido: “Quem passava no fim da rua não sabia que a água da chuva pode apagar a dor de um homem”. Assim fechas o poema, mas tua voz não cala com o sangue diluído pela chuva, con…

Semi-aberto

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Pessoas queridas! Poucos sabem, mas esta semana comecei a trabalhar no presídio de Montenegro, o que tem me tornado, não só uma caminhoneira, como um ser isolado. Lá a internet não funciona, nem meu celular. Portanto estou incomunicável! Meu regime é o semi aberto, entro as 8h e saiu as 17h, de lá vou direto para o consultório e chego em casa tarde, caio na cama e só recobro a consciência pela manhã. Até que tudo se organize não estou com tempo para retornar chamadas e nem responder e-mails. TERRÌVEL essa vida de presídios!! Breve adquiro um celular que funcione no presídio ( o meu não funciona, só o celular dos presos, do regime fechado!). Maura!! Não te liguei por isso!! Gabriel, responde a turma te aguarda!! Warat e Albano, breve retorno!! Beijos e saudades da minha vida de pessoa LIVRE!

Albano e Warat, procurando o peixe roxo?

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Albano,

Tua folha-virtual chegou até meu colo, através de Warat, e permaneci com ela por alguns dias para poder refletir sobre tuas palavras.
Nestes dias frios que seguem, só poderia te responder me aproximando do que sou, mais e mais. Os textos a que te referes, são textos muito particulares e que por muito tempo optei por não tentar entende-los, por medo de que se perca.
Explico: sou uma criatura que pensa, demais, sobre tudo e sobre todos, o que por um lado é bom e por outro me atrapalha. Por pensar demais acabo perdendo, ou me afastando, do sentimento que cada situação e pessoa trazem consigo. Sei bem do que se trata, Freud já descreveu faz tempo este mecanismo de defesa poderoso chamado intelectualização.
É através da escrita que me descubro. Com ela tenho acesso a locais escondidos do que sou, locais estes, que quando escrevo descubro estarem carregados de afeto e sensibilidade.
Quando então tocado na tua sensibilidade, pela minha, te questiona sobre se estamos ou não praticando ensa…

Um homem morto.

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Semana que vem início meu trabalho no presídio, está semana estou em um curso, conhecendo um pouco dessa realidade. Pois é, mal comecei e já comecei a sangrar...este texto ficou lá, girando na minha cabeça, não é meu nem de ninguém. É a imagem inconsciente do que vem...Experiência, que tenho certeza vai me tocar profundamente.



Um homem morto


Caiu morto no topo da rua. Chovia.
Caiu morto, tinha um buraco no peito. Um buraco no coração.
E chovia.
O sangue, que escorreu da ferida, começou a descer pela rua.
Misturado com a água da chuva, escorria.
Seus olhos estavam arregalados.
E da boca caiu um risco de sangue.
Morreu de olhos abertos. De frente pra vida, olhando pra cima.
Morreu de boca aberta. Do grito de dor que sentiu.
Morreu com uma ferida no peito, escancarando no corpo a agonia que sempre lhe acompanhou.
Chovia, o sangue escorreu até o fim da rua, misturado na água perdeu o vermelho intenso.
Ele era vermelho intenso, por dentro e não sabia.
E quem passava no fim da rua não notou que na água …

Andrea, o Warat é um medium

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Andréa, me vejo diante de inimagináveis passagens de nível que se recortam e entrecruzam em vias enigmáticas e muitas vezes sedutoras. Nesta tranqüila solidão serrana do planalto gaucho, estou sendo levado a construir minha Argo com a matéria onírica que o Warat me remete todos os dias. E, tal argonauta, ouso, me apropriando de uma passagem ofertada pelo bruxo porteño-baiano, aproximar-me de ti, através dos textos que tens postado ao léu. Tua linguagem, conforme a recepciono, repousa no solo fértil da narrativa, constituindo-se em “um pensamento estético (que)assume o traçado e a tarefa de um pensamento narrativo”, como afirma Luis Inácio de Oliveira, um vate maranhense. Digo isto porque busco também na minha escrita recuperar algo de ancestral da linguagem. E que, se apresenta na tua, em um desnudamento raro e delicado. Mais uma vez me aproprio da fala de Luis Inácio, para me aproximar mais e mais do que quero te dizer. Ele comenta que “trata-se, pois, para essa forma narrativa de pe…

Das coisas não ditas.

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A porta fechou e tudo ficou em silêncio.
Era um desses silêncios altos,
Ela passou a mão nos cabelos, olhando na direção daquele som.
Deu um giro, sentou...
Ela sabia, desde de o dia anterior, que estava em apuros.
Soube assim que o relógio marcou um minuto a mais do combinado.
Quando aquela sensação antiga de abandono invadiu seu coração.
Sabia também que aquilo não era verdade,mas não importava, o fato de não ser real não diminuía sua dor.
E doía, doía, doía, uma dessas dores ocas.
Naquela noite ela aprendeu a odiar ponteiros, que marcavam lentos, o talvez,
Naquela manhã quente de verão detestou também o sol que veio buscá-lo.
Ficou ali sentada, naquele quarto claro, sozinha.
Sabia que estava em apuros,que dias tristes viriam, de desorganização e silêncio.
Sempre viveu sua dor assim, toda pra dentro, de forma silenciosa.
De olhos fechados.
Um vazio que não sabia,ele faria falta...seu cheiro e sua mão, seu carinho, o toque nos cabelos...
Seu abraço forte,seu corpo atento ao corpo dela.
A cada movimen…

Clarice! Adoro essa!!

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COMER GATO POR LEBRE

Você já comeu gato por lebre? perguntaram-me devido a meu ar um pouco distraído.
Respondi:- Como gato por lebre a toda hora.
Por tolice, por distração, por ignorância. E até às vezes por delicadeza: me oferecem gato e agradeço a falsa lebre, e quando a lebre mia, finjo que não ouvi. Porque sei que a mentira foi para me agradar. Mas não perdôo muito quando o motivo é de má-fé.

Mas a variedade do assunto está exigindo uma enciclopédia. Por exemplo, quando o gato se imagina lebre. Já que se trata de gato profundamente insatisfeito com a sua condição, então lido com a lebre dele: é direito de gato querer ser lebre.
E há casos em que o gato até que quer ser gato mesmo, mas “lebresse oblige”, o que cansa muito.
Há também os que não querem admitir que gostam mesmo é de gato, obrigando-nos a achar que é lebre, e aceitamos só para poder comer em paz com tempos e costumes.
Num tratado sobre o assunto, um professor de melancolia diria que já serviu de lebre a muito gato ordinário…
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* * *

Que procuras ?

Tudo.

Que desejas ?

Nada.

Viajo sozinha com o meu coração.

Não ando perdida, mas desencontrada.

Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.

Voou meu amor, minha imaginação ...

Talvez eu morra antes do horizonte.

Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.

Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !

Estandarte triste de uma estranha guerra ...

Quero solidão.



Cecilia Meirelles

Menguele, Hitler e Jung...

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Início deste ano, fui em uma reunião na escola dos meus filhos, escola católica. Não temos religião, ensino para as minhas crianças que a melhor religião é o amor, pratique o amor e tudo dará certo. Quanto a Deus, vida após a morte e todas essas questões, eles perguntam e eu respondo que não sei, se tivermos sorte tudo isso talvez exista, ou azar, enfim. Eles ficam meio frustrados, mas, faz parte. Coloquei eles nessa escola pois lá não circulam freiras e padres, só na mantenedora, e de todas essa tinha bons professores, escolhi muito pelos professores. Bom, houve uma reunião de entrevista inicial para que as coordenadoras pudessem conhecer as crianças. Os dois meninos, um de 14 anos e o outro de 10, as duas coordenadoras e eu. Quando elas perguntaram a religião respondi que não tínhamos, mas a grande família tinha uma orientação espírita. Reunião interrompida por protestos, o mais velho se declarava ateu e o mais novo gritava que eu não acreditava em Deus por isso não podia ter religião. …

Sirenas, lobas y poetas.

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Cheguei de viagem hoje e tive uma grande surpresa quando fui ler o blog do Warat.
http://luisalbertowarat.blogspot.com/
No blog, Warat e Albano sobre como me imaginam, a partir do que escrevo. Sereia, loba ou poeta? Fiquei sem palavras...
Fico feliz quando o que leio me toca, transforma e possibilita encontro e reflexão. Por isso, fico feliz que o que escrevo toque as pessoas de alguma forma. Estou lisonjeada. E só posso dizer, muito obrigada. Obrigada por estarmos tecendo cumplicidades.

Sirenas, lobas y poetas.
Albano me escribio un email donde declara que quedo apasionado por la poesia de Andrea Beheregaray texto do armario de setembre de 2008 (http://wunschelrute.blogspot.com/Texto do armario.Me quede muy feliz por que yo comparto la opinion de Albano, creo que Andrea tiene una sensibilidad muy a flor de piel, a flor de sus palabras .Ella, segun manifiesta en el poema no se reconoce sensible , lo que viane a reafirmar aun mas esa sensibilid que brota en cada una de sus palabras.con albano…

Paixão pela vida

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A história de vida do pintor AmadeoModigliani, retratada no filme "Paixão pela vida", é um dos meus filmes preferidos.

Fantástico, simplismente fantástico!

Tudo. Tudo.Tudo.

Modigliani foi um pintor intenso, transgressor, perturbado e divino.

Viveu em Paris, contemporâneo de Picasso, Diego Rivera e Vitrillo.

O filme retrata a ligação de admiração e ódio com Picasso, considerado um artista mercenário.

Estes artistas conviviam em uma região famosa de Paris, o bairro montmartre, lugarde artistas e prostitutas, até hoje. O bairro é fascinante, era nele que EdithPiaf cantava para ganhar a vida, e é nele também que fica o famoso cabaré MolinRouge.

Mas voltando a Modigliani.

FANTÁSTICO, já falei. O filme conta a tumultuada e intensa relação de amor de Modi e JeanneHébuterne, mae de sua filha. Bom, paro por aqui. Assistam vale muitooooo. Depois de Lista de Schindler este foi o filme em que mais chorei. Na verdade quase morri desidratada. Sério! Nossa! E a fotinho retrata meu encontro, no cemi…
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A Déia é um ser especial... acompanho direto suas teorias pelo www.wunschelrute.blogspot.com Ela tem uma teoria jóia sobre caçar leões... e outra sobre "se economizar" e "economizar o outro". Alexandra Kunze. Roubei lá do orkut da Alexandra essa fotinho. Não sabia que ela estava acompanhando o blog, achei graça, minhas "teorias". Acho que sim, essas teorias que invento para tentar entender o mundo, as relações e as pessoas. Invento e acho graça, me divirto. Afinal é o que nos resta, rir em meio ao caos. E a Alexandra? É uma dessas almas raras, especiais, que comunica no olhar toda sua doçura e força, de leoa.

Sartre e Simone

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Minha última aquisição literária.

Estava louca por este livro, já faz algum tempo ele estava na minha lista de desejos, quero conhecer melhor a história deste casal. Comprar livros e filmes pela internet é minha nova paixão. Adoro chegar em casa, depois do trabalho, e ouvir alguém dizer "chegou uma coisa para ti". Fico feliz como criança no natal. Toda semana chega, e a fatura do cartão de crédito deixa claro essa nova alegria. Mas este livro me deixou especialmente feliz, vamos ver agora, vou começar a degustá-lo, junto aos outros dois que estou lendo.

Comunicação primeira

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A lógica esmagando a sabedoria da comunicação primeira. Instintiva. O bebe seguro no colo da mãe, que reconhece pelo cheiro. Amadurecendo neste embalo de amor, que palavra não explica. Inconsciente, é nutrido na comunicação primeira, dos sentidos. Toque, cheiro, sons, no ritmo do coração. Desaprendemos a sentir o mundo, buscando ansiosos entender através da lógica, que mutila. Na experiência amorosa redescobrimos o valor desta comunicação primeira. Lógica desnecessária aos amantes. O mistério preservado no encontro. A individualidade que mantém o encanto. O importante é dito no silêncio. Reconhecimento antigo. O essencial visto de olhos fechados. A distância que une e a intensidade que rompe os limites do tempo. Mergulho profundo neste aroma,sons do coração. Comunicação primeira. Da mulher com seu amante.

Texto do armário - setembro de 2008

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Tenho escolhido viver só com aquilo que toca. Talvez pela dificuldade de sentir, quero estar agora apenas com aqueles que, mesmo sem saber ou entender, me ajudam a sentir... É verdade que essa forma de estar no mundo tem me deixado um tanto solitária e silenciosa. Mas, de repente, perdi o interesse pelas pessoas, e egoísta tenho ficado apenas com aquelas que me ajudam a entrar em contato com o que ainda desconheço em mim. De alguns eu gosto muito, de outros nem tanto, outros ainda, tenho certeza que os inventei. Alguns de vocês, quero, ainda, (des)cobrir. É um momento bem egoísta, é verdade. Só me interessam os que têm dores, os sujos, as grandes sombras, sobras. Ta tudo tão redondo, tão bonitinho, colorido. E eu estou bem, tudo bem. Dia de inverno com sol. Talvez por isso vocês me interessem. Os com dor. Desculpa colar na dor de vocês, é que careço de desespero. Não acredito em gente feliz. Não acredito na felicidade de vocês. Que loucura repousa no fundo da minha felicidade? Vou int…

Des-construções de uma professora novata.

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Existem os sem-teto
Existem os sem-terra os sem-lugar, os sem-amor e existem os sem referencial intelectual. Os sem-teoria. Pois é, este é o meu drama. Fiz toda faculdade estudando Psicanálise, durante o curso vi muito pouco das outras teorias psicológicas, de Jung, 15 dias. No último semestre nada me agradava, deixei tudo de lado e fui investigar melhor a psicologia analítica. Quando me formei optei por fazer pós graduação no Direito. Depois de passar 6 meses aprendendo, apenas a falar a língua dos caras, essa língua que o Direito fala e ninguém entende,talvez nem eles, escolhi o mestrado. O mestrado no Direito, em Ciências Criminais, tive a oportunidade de passear pela História, Antropologia, Sociologia, Criminologia, muitas "gias", e a minha pequena psicologia foi diminuindo cada vez mais. Recentemente estive em um evento em Florianópolis "intercultural", isto é, cultura de todos e de ninguém.Muito rico, foi possível discutir a função-missão do ser professor com profiss…

Meu amigo Moysés.

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O mestrado me deu alguns presentes, a amizade do Moysés foi um deles. Não posso falar muito dele, porque ele é um cara discreto. Mas posso falar de algumas memórias, Daquela, por exemplo, em que me afoguei em uma piscina de caipirinha e que lembro, vagamente pois me afogava, da voz preocupada do amigo que me oferecia água. Ou de todas as vezes que com muita paciência me assistiu chorar depois de beber. Sim porque sempre choro, é quando descubro que sou triste. Mas para não apresentar apenas memórias alcoolizadas, quero dizer que a amizade dele tem um valor imenso. E tem valor porque estar com ele é ter a oportunidade de uma conversa franca, intensa e ácida, quando não estou me afogando isso é possível. Fechando, sei que não gostas, mas uma parte tua que me diverte, quando te percebes conservador e fica furioso. Sei que odeias, mas adoro isso. Afinal o reverso do homem genial e livre é um pequeno burguês conservador, hahaha...não me odeie!
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Ideal de vida
“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser. O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la. [...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.É pouco, é muito pouco.”


Clarice

Mentiras sinceras.

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Ela achava graça. Via claramente agora. Olhando para ele, sorria. Ele perguntava se ela acreditava. Acredita? Ela sorria. O fato é que nunca acreditava nele. Não,não é verdade, acreditava sim, mas só metade. É assim,metade daquela verdade que ele, em pé, convencido lhe contava. Não duvidava da outra metade, apenas não acreditava. E ele, orgulhoso ficava feliz em compartilhar com ela, mulherzinha pequena, mas teimosa, suas verdades. E tudo que dizia era só metade, ela sabia. Acostumado que era em contar suas travessuras, não percebia no olhar da mulherzinha a graça. Mansa como uma gatinha, branca como uma boneca, a mulherzinha respeitava todo homem que acreditava nas suas mentiras. Mesmo que ela pudesse perceber, não importa, se a mentira era desconhecido do mentiroso ela então sorria, e respeitava. A questão é que ela o conhecia, as duas metades, poucas vezes tinha visto de forma tão clara um dividido. Gostava de ouvir, gostava porque sabia assim, no ato, do que se tratava. Como se de…

Barquinho de papel e o meu amor...

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E quando você percebe que o tempo todo esteve amando errado?
De que não era daquele jeito, daquela forma, naquele tom.
Na direção inversa?

De que até então as águas corriam na direção contrária, e de que por correr na direção contrária todo movimento acabou sendo absurdo e inútil.
Como chuva que inconformada de de cair tenta ingenuamente chover pra cima.
Mas não era possível... necessário desaguar, seguir caminho, fluir na direção do vento.
Em vão, olhava para nada pensando que em vão amara.
Mas que amor assim, relação, encontro, desejos e todas essas coisas doces e tristes não podem ser antecipados,
Afetos profundos e quentes feito barquinho de papel postos na corrente.
Frágil.
Percebia, perplexa, como quando vemos pela primeira vez algo grandioso e que brilha, que aquele jeito de amar, tinha outro nome.
Aquilo não era amar, era defender.
Um pouco de chá quente...
Viu uma margarida nascer na sua mão.

Quando pouco é muito...

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Percebeu...

para eles bastava pouco

um quarto, uma cama, pouca luz e água,

porque amar dá sede.
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Será que sou romântica?

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Quando era pequena tinha uma vitrola vermelha. Na minha vitrolinha, além das histórinhas infantis, tocava muitooooo Roberto Carlos! Essa foto traduz a paixão infantil pelo músico. Tinha 4 anos! Hoje, sentada nos meus 32 anos olho essa foto e fico imaginando o motivo pelo qual uma garotinha de 4 anos gostava de ouvir Roberto Carlos. Sabia todas as músicas do rei. Lembro deste dia, da foto, e de como estava feliz. É, talvez, porque as canções não toquem a lógica, é ao coração que elas falam... Bem breguinha a querida. Me acho tão querida quando pequena que sinto não poder me dar uns beijinhos. Queria ter sido minha mãe, só para me dar um colinho. Minha música preferida? Amava "Outra vez".AMAVA. A letra: "Você foi! O maior dos meus casos.De todos os abraços.O que eu nunca esqueci.Você foi! Dos amores que eu tive.O mais complicado. E o mais simples prá mim...Você foi! O melhor dos meus erros .A mais estranha história. Que alguém já escreveu. E é por essas e outras. Que a minha s…
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Minha vida?

meio-termo

meio-temo

meio-temos

meio o que Deus quiser

Calçadas Catarinas...

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Faz anos uma dúvida me perseguia. Afinal, por que os catarinos fazem calçadas TÃO, TÃO estreitas??? Por que eles fazem calaçadas tão pequenas? Enfim, semana passada, essa dúvida antiga terminou. Não era nenhuma das hipóteses que havia pensando. Fiquei feliz em descobrir "A" resposta.

Para Moysés,,,

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Dos amores que tecemos a amizade ocupa um dos lugares mais bonitos,




No blog do Moysés, amigo querido http://somepills.blogspot.com/


Tem tanta coisa legal que a gente lê que dá vontade de reproduzir... Só que a Andréa se puxou demais. Apesar de não ser nenhum Warat, queria reproduzir aqui um poema do blog, com a ressalva da minha mutilação ao estilo belamente concretista com que ele se insinua.


Tecendo Amores.

A função do amor?


Amortecedor.


Amor tecer dor?


Sim, (e)ternamente.

A Beheregaray

Ouro pra mim

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Tudo junto No meu caso rolou de uma vez só De repente o que era já não era mais Mudou tudo no amor
Outra cara Outra forma de ver e sentir O que antes eu não entendia Agora é ouro pra mim
A cabeça mudou Outra cara e eu tô fora e não vou mais sair O que eu não precisava agora é preciso Amor é assim
Lindo! Tô que nem criança Tô de alma limpa Com você por perto
Vou mais longe ainda E hoje eu quero luz de sol e mar Nova renovada a força eu to feliz da vida Sob seu dominío vou mais longe ainda
E não tem nada fora de lugar
Myllena
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você me tirou pra dançar sem nunca sair do lugar Sem botar os pés no chão, sem música pra acompanhar.

*

você me tirou todo o ar pra que eu pudesse respirar

Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu

*

Ficou só você e eu.

Maria Rita

Floripa - Poa.

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Tô em transi-to! Volto logo. Eu acho.

Tecendo amores.

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A função do amor?



Amortecedor.



Amor tecer dor?



Sim, (e)ternamente.